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So, you see

Publicado: abril 24, 2014 em Textos

So, you see

I know it all must be changed.

And the thing is, this time I don’t

want someone to put the blame

in.

This conscience of mine is my own tormentor.

 

So, you see

Some may say I’m a grown woman.

But inside this almost-twenty cocoon lives a frightened baby girl.

Truth has been said, but for some changes

is just too late.

See, my development has been

delayed.

 

Bottom line?

I’m lost and I feel vain.

And even though I can give a speech,

feels like I’m just crawling in my crib.

 

But I kidd you not, oh I’m aware.

I know I’m only human and I’ve gotta let go of my pride

But how come I’m not humble yet

If everyday I gotta a taste of these thorns in my side.

 

You see,

I realize I alienate myself at times.

But nobody ever taught me how

to mingle when I find I don’t

belong in the ride.

 

I know it’s been awhile

I wasn’t M.I.A by a dead cause.

But I was too afraid of getting

caught.

 

I can’t just let the fear out.

‘Cuz everytime we fight

you spit in my face all my vows.

For too long I’ve been playing the

Ice Queen.

But it’s time to just be the real

human being.

 

Yeah; it’s scary, you know.

Gotta put the guard down and

stop living the gladiator.

Filho recalcado

Publicado: abril 24, 2014 em Textos

Quando vou deixar de ser

somente a terra que sustenta

Ghandi libertou a Índia da Inglaterra.

Não a Índia da Índia.

 

O pão da sociedade é a desigualdade, eles dizem.

Será que não dá pra trocar a ração, eu me pergunto.

Mas sobreviveria, a sociedade, sem seu pão?

 

Quando, enfim, viverei eu

o trigo do pão?

Existo só pra ser digerido, no final da refeição?

Porquê não me sento à mesa,

para jantar

 

É meu único lazer estar

incessantemente de pé

( ou de joelhos)    

na plantação?

 

o cão

 

Mas só recebe urina e

conhece ingratidão?

Quem vai me arar?

O que me nutrirá (,se)

Sou terra, mas sou filho dessa Terra?

Em constante movimento

Publicado: abril 24, 2014 em Textos

Em constante movimento

Procurando o desconhecido

Correndo atrás do vento

Sempre querendo um acalento

Fazer o necessário

Mesmo que dê o perdido

Ou de cenho franzido

Hora tempestade

Hora mar de calmaria

Quando as emoções silenciam, é bem vinda a histeria

Psicose.

São tantas coisas

Que seu ápice é o nada

O mar branco que cega quem se atreve a olhar

Que sufoca e oprime tudo ao seu redor

O lugar que está em falta

Manda buscar algumas tintas

Colore-se.

Unknown

Publicado: abril 20, 2014 em Textos

Odeio pombos.

Ah, aversão instintiva.

Seria feliz se o maior número desses inúteis,

sumisse.

 

Sinto medo dessa pessoa que

tem ânsias de acabar com

esses seres insignificantes.

 

Quão difícil é não odiar, também, outra pessoa.

É inerentemente humano

Não por necessidade,

não pela cadeia alimentar,

pelo poder.

 

Nos matamos há muito.

 

Países nasceram de guerras;

Nações nasceram para a guerra;

Vidas se perdem pelas guerras:

dentro de nós e ao nosso redor.

 

Quanto poder você quer?

De quanto você realmente precisa?

Até onde você vai?

Aonde mora o ‘não há mais volta’?

Quais linhas são ultrapassáveis,

{ e quando chegar do outro lado, você vai querer voltar? }

 

 

“ Há em cada um de nós, até os de paixões mais moderadas, desejos verdadeiramente temíveis, selvagens e contra toda lei. E isso se evidencia claramente nos sonhos” – Sócrates, 469-399 AC.

Onion, who?

Publicado: março 15, 2014 em Textos

Somos nossos pais

Somos nossas famílias

Somos nossas sociedades

 

O mundo faz a gente.

 

Somos de fato, uma cebola

Várias camadas juntas que

quando separadas são nada

Fragmentos não identificáveis

de algo desconhecido

 

Só sei que é um ciclo infinito

 

Tenho medo

( muitos medos)

De várias coisas

Do mundo, em verdade

De mim, na verdade

Eu sou a minha vítima

Eu sou a minha própria sorte

Faço o meu azar.

 

Quem diz quem não somos ou

Quem queremos ser?

No final do dia,

( da vida)

se tirar tudo o que deles inseriram,

o que resta de nós?

É conjugar

Publicado: outubro 20, 2013 em Textos

Amor não é só verbo
É verbalizar.

Tem número, tem pessoa
Modo e voz;
Amor não tem tempo.

O amor não é substantivo
Dele substantiva-se.

Amar é ação,  tremor
É paixão,  um alô
É dor, é humor.

Amor é o que é
O que deixa de ser,
E passa a se viver.

É pretérito
Perfeito e imperfeito
É presente
É gerúndio.

É imperativo.